Covid-19: por que a perda de olfato acontece e como tratar

A depressão não costuma ser vista como um problema de jovens, mas é na transição entre a adolescência e a vida adulta que ela costuma aparecer. No 5º Congresso Internacional Sabará de Saúde Infantil, o psiquiatra Christian Kieling, professor de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), trouxe o que há de mais atual nas pesquisas envolvendo depressão e suicídio na adolescência.

Determinar um quadro de depressão, porém, não é ciência exata. “Infelizmente, nenhum fator de risco vai predizer quem vai ou não vai tentar o suicídio”, lamenta o psiquiatra. Mas alguns sinais indicam a necessidade de avaliação mais aprofundada por parte de um especialista. Kieling recomenda um olhar atento se uma criança ou adolescente passa a apresentar humor triste ou irritável, ou se tem diminuição do interesse ou do prazer em atividades que antes costumavam animá-la.

Também é importante contornar tabus. Apesar do temor de que uma conversa sobre o tema possa agravar o quadro ou “dar ideias” suicidas, pesquisas vêm mostrando que o diálogo com um profissional treinado tende, na verdade, a reduzir os riscos. “Um estudo na Europa com 11.000 adolescentes mostrou reduções na taxa de ideação grave e de tentativa de suicídio, indicando que podemos conversar diretamente com o adolescente”, resume o psiquiatra.

Em sua apresentação no congresso, Kieling ainda deu exemplo de frases que podem agravar ou ajudar na abordagem de um jovem com quadro de depressão. “O mais importante não é necessariamente falar ou oferecer conselhos, mas estar disposto a escutar”, conclui.

Cuidar de quem se ama, #IssoéCACSS