O papel da alimentação na prevenção do câncer de mama

Quando falamos de câncer de mama, estamos nos referindo a uma série de doenças que têm, em comum, o fato de levar à proliferação descontrolada de células na glândula mamária, às vezes acompanhada da invasão de outros órgãos (processo conhecido como metástase). Além disso, o mesmo tipo de câncer de mama pode se desenvolver em diferentes mulheres por meio de variadas trajetórias metabólicas, celulares e moleculares. Isso dependerá de fatores genéticos, bem como das exposições ambientais e do estilo de vida.

A grande maioria dos casos, o fator ambiental e o estilo de vida são os mais determinantes. Em especial, podemos destacar o padrão da alimentação. Pesquisas mostram que diferentes componentes dos alimentos (macro e micronutrientes, assim como compostos bioativos) podem impactar a saúde celular por meio da modulação de diferentes processos envolvidos com o surgimento do câncer de mama. Os mecanismos de ação são bastante complexos e motivo de investigação científica crescente.

O peso da alimentação nesse contexto ganha cada vez mais relevância, como demonstra a manifestação do Instituto Nacional de Câncer (Inca): “Entre as medidas que contribuem para prevenir o câncer de mama estão a adoção de comportamentos protetores, como seguir uma alimentação saudável, praticar atividades físicas com regularidade, evitar bebidas alcoólicas e manter o peso adequado. Essas ações são capazes de evitar 28% de todos os casos da doença”. Vale a pena reforçar que essa porcentagem não é desconsiderável e um número significativo de mulheres poderia se beneficiar adotando tais medidas.

Cuidar de quem se ama, #IssoéCACSS