Abuso de álcool cresce na pandemia de coronavírus

O resultado da pesquisa “Uso de Álcool e Covid-19”, publicada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), confirma uma preocupação levantada no início da pandemia: a intensificação do abuso de álcool durante o isolamento. O estudo foi feito entre 22 de maio e 30 de junho com mais de 12 mil pessoas de 33 países da América Latina e Caribe —30,8% eram brasileiros.

Os pesquisadores confirmaram o que já se imaginava: as bebidas alcoólicas são ingeridas para aliviar o estresse do dia a dia. Do total, 52,8% dos entrevistados que exageraram na dose relataram ao menos um sintoma emocional como ansiedade, nervosismo, insônia, preocupação, medo, irritabilidade e dificuldade para relaxar.

“Estudos como esse são importantes para traçarmos os cenários do consumo do álcool durante a pandemia e atuarmos para minimizar impactos na saúde, especialmente no contexto da Covid-19”, pontua o psiquiatra Arthur Guerra, presidente do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), em comunicado à imprensa.

O excesso de álcool afeta praticamente todos os órgãos do corpo. Ele pode enfraquecer o sistema imunológico, lesar o fígado, danificar o coração, aumentar a ansiedade, estimular comportamentos violentos etc. Não à toa, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os casos de feminicídio cresceram 22% durante os dois primeiros meses do isolamento.

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