Tecnologia melhora qualidade de vida de pacientes neurológicos

O Parkinson, distúrbio típico da terceira idade, é a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente no mundo, só perdendo para o Alzheimer. Há mais de 10 milhões de pessoas convivendo com ela em todo o globo. No Brasil, não há números exatos, mas estima-se que 200 000 pessoas tenham a doença.

Resultado da queda crônica da produção de dopamina, neurotransmissor que atua, principalmente, nas células nervosas, ela afeta o sistema nervoso central e o controle motor do paciente. Entre seus sintomas estão alterações como tremor de repouso e lentidão, dificuldade em andar, distúrbios do sono, dor nas articulações ou costas, constipação, perda do olfato, depressão, ansiedade e problemas urinários.

A doença ainda não tem cura, mas, graças à Terapia de Estimulação Cerebral Profunda, já é possível tratar sintomas associados não só à doença de Parkinson, como também a Tremor Essencial, Distonia Primária, Epilepsia e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

Chamada de DBS (do inglês, deep brain stimulation – estimulação profunda do cérebro, em tradução livre), a terapia usa um dispositivo médico implantado cirurgicamente, semelhante a um marca-passo cardíaco, para fornecer estimulação elétrica a áreas precisamente direcionadas do cérebro. “Esses pulsos melhoram as funções perdidas por doenças neurológicas. Por exemplo, quem tem Parkinson apresenta lentidão nos movimentos voluntários – chamado de bradicinesia –, tremores, rigidez e caminhada em pequenos passos, entre outros sintomas. Com o implante, no entanto, há expressiva melhora na velocidade e amplitude da marcha, redução da rigidez e do tremor. O paciente se torna mais ágil”, explica o neurocirurgião Murilo Marinho, especialista em Distúrbio do Movimento pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Cuidar de quem se ama, #IssoéCACSS