A febre da proteína

Ovo, carne e feijão são os primeiros alimentos lembrados quando o assunto é proteína. Mas uma espiada nas prateleiras dos supermercados revela pães e biscoitos, os grandes ícones dos carboidratos, como as novas fontes desse nutriente. Além deles, achocolatados, iogurtes, vitaminas e barrinhas, entre outros produtos, alardeiam em suas embalagens o acréscimo do ingrediente. “Essa tendência é global e traz um pouco do mundo fitness para o dia a dia”, avalia a nutricionista Cynthia Antonaccio, da consultoria Equilibrium Latam. O engenheiro de alimentos Guilherme Miranda Tavares, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, concorda: “A incorporação da proteína chega para atender à procura cotidiana por itens mais saudáveis e práticos”.

Para além da academia, a proteína segue distante do tribunal inquisitório que fustiga carboidratos e gorduras há alguns anos. Aliás, ela preenche o espaço dessa dupla, que, muitas vezes, acaba banida dos cardápios — injustamente, segundo os especialistas. Radicalismos à parte, o papel da proteína na manutenção do peso é primordial. Há evidências de que ela favorece a liberação de substâncias que interferem no sistema nervoso, inibindo a fome. “Dessa maneira, prolonga a sensação de saciedade”, explica a nutricionista Tânia Rodrigues, diretora da RG Nutri, em São Paulo.

Daí a sacada da indústria de desenvolver itens turbinados com o nutriente e que podem ser incorporados dos lanches intermediários às grandes refeições.

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