O risco de pegar coronavírus em diferentes ambientes e situações

Há uma regra bastante difundida que diz: mantenha dois metros de distância dos outros para não pegar Covid-19. Mas ela se baseia em evidências antigas. Dependendo do ambiente e do comportamento de cada um de nós, o novo coronavírus pode viajar mais longe do que isso através de um espirro, por exemplo.

É o que afirmam pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, e da Universidade Oxford, na Inglaterra, em uma análise publicada no periódico British Medical Journal (BMJ).

Os autores destacam que o recado de ficar a dois metros de alguém para não ser contagiado por uma doença infecciosa vem de testes feitos entre o final do século 19 e os anos 1950. Esse número surgiu da observação do espalhamento de gotículas respiratórias visíveis que são expelidas pela boca ou pelo nariz. Na época, faltava tecnologia para verificar as partículas menores e as dinâmicas em diferentes contextos e cenários de ventilação.

Evidências mais recentes, contudo, indicam que o Sars-CoV-2 pode viajar por mais do que dois metros. A cada vez que alguém respira, fala, canta, tosse ou espirra, forma-se uma pequena nuvem de gás a partir do ar exalado. Ela carrega as gotículas — que podem estar repletas de cópias do Sars-CoV-2 — em uma velocidade mais rápida do que o fluxo de ar do ambiente.

Se há pouca ventilação e muita aglomeração, o alcance dessa nuvem tende a se amplificar. No caso de um espirro, por exemplo, ela chegaria a até oito metros em segundos.

Em resumo, há necessidade de avaliar a aglomeração, a ventilação, o uso de máscaras e o comportamento das pessoas para avaliar o risco de cada ambiente.

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