Obesidade e Covid-19: uma espiral descendente

Pacientes obesos que estão doentes e requerem cuidados intensivos enfrentam desafios no tratamento. A obesidade é uma doença crônica que afeta muitas pessoas em todo o mundo. É caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal, o que pode causar sérios problemas de saúde e até a morte.

Segundo dados do IBGE, cerca de 27 milhões de pessoas no Brasil são consideradas obesas. Incluindo pessoas com sobrepeso, o total dessa conta chega a quase 75 milhões de pessoas acima do peso. Dos 210 milhões de pessoas, 75 milhões são acometidos de obesidade. Isso significa um problema de saúde pública.

A obesidade é uma porta de entrada para várias doenças. Pessoas obesas são mais propensas a desenvolver hipertensão, problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2 etc. Para prevenir a obesidade e o sobrepeso é de extrema importância conscientizar a população a praticar atividades físicas e ter uma alimentação equilibrada. Uma vida sedentária e uma má alimentação faz crescer o número de pessoas obesas em todas as faixas etárias, inclusive crianças.

Em tempos de pandemia, observamos que o sedentarismo trouxe consequências graves quanto ao ganho de peso, não só pela diminuição de pessoas que praticam atividades físicas mais como pelos novos e antigos hábitos alimentares, que se instauraram e romperam com o rigor e continuidade das dietas. Isso quer dizer que a obesidade piora o prognóstico da Covid-19 no plano individual e no plano de saúde populacional.

Fonte: https://veja.abril.com.br/blog/coluna-claudio-lottenberg/obesidade-e-covid-19-uma-espiral-descendente/