“Super fungo”: o que tirar do primeiro caso de Candida auris no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou recentemente o primeiro caso de infecção pelo fungo Candida auris no Brasil. Ele foi identificado na ponta do cateter de um homem de 59 anos, que estava internado na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital da Bahia.

Logo após a confirmação, a Anvisa emitiu um alerta de risco para serviços de saúde de todo o país, com orientações de vigilância, prevenção e controle. A notificação da infecção se tornou obrigatória.

De acordo com o infectologista Flávio Teles, coordenador do Comitê de Micologia da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a grande preocupação está no fato de que esse agente infeccioso tende a ser resistente contra diferentes medicamentos antifúngicos.

Flávio Teles conta que esse micro-organismo havia sido inicialmente detectado em países da Ásia na década de 1990, chegando nos anos 2000 à Europa e América do Norte. “Entre 2018 e 2019, ele foi descoberto na Venezuela, na Argentina e no Chile, mas nunca tinha sido isolado no Brasil”, relata o infectologista, que também é professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A Candida auris faz parte de uma família de fungos responsáveis pela candidíase. A mais conhecida é a vaginal, causada pela Candida albicans. “Algumas espécies dessa família acometem a pele, as unhas e a mucosa oral”, informa Teles. São, portanto, infecções mais superficiais.

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