Como as vacinas para a Covid-19 ficaram prontas tão rápido?

Em menos de doze meses, algumas vacinas contra Covid-19 já foram aprovadas e estão sendo aplicadas em dezenas de países. Mesmo passando por estudos rigorosos, ainda há desconfiança sobre a segurança e eficácia delas. Afinal, é possível desenvolver uma vacina em tão pouco tempo?

Antes de mais nada, saiba que não existe um tempo pré-determinado para desenvolvimento de imunizantes. A duração do processo depende de muitas variáveis: sucesso das pesquisas pré-clínicas, ainda em laboratório, recrutamento dos voluntários, vacinação, monitoramento, avaliação dos órgãos regulatórios e por aí vai.

Até então, a vacina que ocupava o posto de mais veloz era a da caxumba, que levou quatro anos para surgir, nos anos 1960, quando a fase de testes era mais simples e curta. A do ebola, mais recente e feita de acordo com os protocolos atuais, levou cinco anos.

Uma combinação de fatores fez com que as recém-nascidas batessem esses recordes. Primeiro, o fato de que estamos vivendo a maior pandemia da história desde a gripe espanhola, no início do século passado. Até agora, mais de 1,5 milhão de pessoas morreram e não há tratamento específico contra a doença.

Ou seja, se antes os investimentos eram feitos vagarosamente e com cautela por conta do risco, a urgência atual fez governos e entidades privadas não medirem esforços para custear o trabalho de cientistas. “Dessa forma, foi possível avançar rapidamente. Nunca se viu tantas empresas farmacêuticas envolvidas em uma vacina. Chegamos a ter mais de setenta interessadas”, relata a especialista.

Fora que a dedicação dos pesquisadores e o aporte financeiro ajudaram a tirar do anonimato tecnologias novas, mais rápidas e simples, como as vacinas de vetor viral (AstraZeneca, Janssen e Sputnik V) mensageiro (Pfizer e Moderna). Elas são desconhecidas do público, mas não chegaram ontem.

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