Exercício com supervisão remota desponta como a melhor opção na pandemia

Estudo comparou três modalidades de aulas e aquelas com acompanhamento remoto se mostraram mais efetivas do que as presenciais.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo investigaram os efeitos da prática regular de exercícios sobre a saúde física e mental de 344 voluntários durante a pandemia de coronavírus. No estudo, foi comparada a efetividade de três modelos de aula: presencial com personal trainer, online sem supervisão profissional ou supervisionada por videochamada.

Os dois tipos de aula com acompanhamento profissional foram os que apresentaram maior efeito na saúde mental e física. Segundo o estudo, tal fato estaria relacionado à possibilidade de aumentar o nível de intensidade dos exercícios ao longo do tempo. E, para a surpresa dos cientistas, as aulas com acompanhamento remoto se mostraram ainda mais efetivas do que o modelo presencial.

A pesquisa foi apoiada pela Fapesp e contou com a participação de voluntários com e sem sintomas depressivos, de diferentes faixas etárias, rendas e Estados brasileiros.

Foi registrado entre os participantes que realizaram práticas monitoradas por videochamada, como pilates, crossfit, yoga, dança e exercícios aeróbicos, maior nível de atividades físicas intensas em comparação aos indivíduos que realizaram treinos sem supervisão profissional.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que a prática de exercícios intensos aumenta a longevidade, diminui o risco de desenvolver a doença de Parkinson e está associada com a redução do risco de 26 tipos de câncer.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que indivíduos que praticaram mais de 30 minutos por dia de atividade física moderada ou vigorosa durante a quarentena apresentaram menor risco de sintomas depressivos. Isso porque a prática, mesmo realizada dentro de casa, evita as consequências do sedentarismo, como sintomas de estresse, privação de sono e obesidade – fatores que podem estar relacionados com alterações do metabolismo.