Academia para bebês

Na agenda das gêmeas Gabriela e Marina, de 10 meses, está anotado o compromisso das terças e quintas: academia. Durante 50 minutos, elas engatinham, escorregam, rolam, escalam, atravessam túneis e se equilibram em plataformas. Tudo isso em um grande ginásio colorido e acolchoado, com direito a música animada, brinquedos desconstruídos e acompanhamento de profissionais como psicomotricistas e pedagogos. No fim da aula, há ainda uma experiência sensorial. Nessa etapa, as crianças têm contato com alimentos, a exemplo de farinha e gelatina, ou objetos com diversas texturas.

Diante da demanda de pais e mães por atividades diferentes para os filhos, muitos espaços destinados a esse fim estão surgindo pelo país. “Durante o primeiro ano de vida, aprendemos mais do que em qualquer outro período. No cérebro, até 10 mil conexões entre células nervosas são formadas a cada segundo durante os primeiros três anos”, revela Audrey. A cientista observa que, inicialmente, as redes neurais do bebê são como caminhos fracos e sinuosos na floresta.

“A proposta desses lugares é interessante, mas a frequência deve ser avaliada com parcimônia. Bebês precisam de estímulos muito simples e também de vínculos com seus cuidadores. Não há necessidade de brinquedos sofisticados, atividades elaboradas ou de muita estrutura”, defende. Para ele, o essencial é que as crianças se sintam acolhidas e que seu ritmo seja respeitado.

Cuidar de quem se ama, #IssoéCACSS