Racismo é capaz de acelerar o processo de envelhecimento

Em um ano que será lembrado também por episódios públicos de racismo e uma mobilização global contra a discriminação, chama a atenção uma pesquisa capitaneada pela Universidade Auburn, no Alabama, estado americano que ainda padece de conflitos raciais.

Após examinar e acompanhar quase 400 negros por dez anos, os cientistas observaram que eles estão mais vulneráveis a um envelhecimento biológico precoce. O achado veio após se debruçarem sobre os telômeros desses cidadãos. Telômeros são os pezinhos dos cromossomos, estruturas onde fica empacotado o nosso DNA. Eles se encurtam com o avançar da idade, mas maus hábitos, doenças e estresse aceleram esse processo.

Segundo os autores do estudo, o estresse crônico e contínuo motivado pelo racismo (nas ruas, no trabalho etc.) encurtaria os tais telômeros, fenômeno já associado a menos anos e mais doenças pela frente.

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