Vacina contra Covid-19 é segura para grávidas, diz novo estudo

Uma pesquisa com 35.000 mulheres nos Estados Unidos mostrou que os agentes de imunização da Pfizer e da Moderna não representam um risco sério durante a gravidez.

Devido à falta de pesquisas para garantir a eficácia e segurança desse grupo, a inclusão de mulheres grávidas na campanha global de vacinação contra a Covid-19 é um assunto controverso. Mas evidências crescentes mostram que, sim, a vacina é segura em mulheres grávidas – e necessária.

Os estudos mais recentes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostram que as imunizações da Pfizer-BioNTench e da moderna não representam um risco sério durante a gravidez. Até o momento, esse é o maior estudo realizado sobre o assunto.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram dados de 35.000 mulheres que receberam uma das doses da vacina durante, ou antes, da gravidez ao longo das primeiras 11 semanas do calendário de vacinação dos Estados Unidos. Os resultados mostram que essas mulheres relataram os mesmos efeitos colaterais que as mulheres não grávidas, incluindo dor no local da injeção, fadiga, dor de cabeça e dores musculares.

Em bora os resultados sejam positivos, o estudo apresenta limitações, inclusive pelo fato das participantes fazerem parte de um programa de acompanhamento voluntário. Os dados são obtidos por meio de relatórios das próprias grávidas. Diante disso, é importante alertar que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto. Portanto, até o exato momento mulheres grávidas foram excluídas dos ensaios clínicos de vacinas porque esses agentes imunizantes podem representar riscos para a mãe e para o bebê

Recomendações médicas

O excesso de cuidado faz com que médicos, especialistas e funcionários da saúde não se sintam 100% confiantes em recomendar a vacina para esse grupo. O problema é que durante a pandemia, descobriu-se que mulheres grávidas correm um maior risco de agravamento no quadro clínico de Covid-19. Um estudo internacional recente mostrou que mulheres grávidas que contraem a doença têm maior probabilidade de morrer, ir para a UTI, dar à luz prematuramente e outras complicações.

E é por isso que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) passaram a recomendar que esse grupo recebesse a vacina contra o novo coronavírus. No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou recentemente uma nota técnica recomendando a vacinação de gestantes com comorbidades como diabetes, hipertensão ou obesidade. Em gestantes que não apresenta nenhuma comorbidades, a recomendação é avaliar os benefícios da imunização com o obstetra.

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