Novo surto de ebola na Guiné: o que saber sobre os riscos e a transmissão

A Guiné declarou no dia 14 de fevereiro um novo surto de ebola, após registrar pelo menos três mortes e quatro pessoas doentes no sudeste do país. Esta é a primeira vez que a doença reaparece na nação desde o pior surto de ebola no mundo, entre 2013 e 2016.

Como se pega o ebola?

O vírus pode invadir o organismo de alguém que come carne contaminada (morcegos são os hospedeiros primários) ou ao entrar em contato com fluidos corporais de um indivíduo infectado. Estamos falando de sangue, muco, saliva, suor, sêmen, fezes.

Esse vírus tem menor capacidade de transmissão em comparação com o Sars-CoV-2, por exemplo. O R0 do ebola — o número de novas infecções que cada caso provoca — varia de 1,5 a 2. Ou seja, sem quaisquer medidas de prevenção, cada indivíduo com esse inimigo no corpo o repassaria para uma ou duas pessoas, em média. Já o R0 do novo coronavírus fica ao redor de 3.

O maior risco fica por conta dos profissionais de saúde, com pessoas que atuam nos funerais desses pacientes e com os familiares.

O que é ebola?

Estamos falando de um agente infeccioso do gênero Ebolavirus. A letalidade chega a atingir 90% em alguns cenários — trata-se de uma doença muito grave.

Os principais sintomas são febre, dores de cabeça intensas, vômito, diarreia e hemorragias. Por manifestar sinais tão severos, fica mais fácil identificar seus hospedeiros e separá-los do resto da da população, o que minimiza o risco de transmissão.

Não há um tratamento específico para o ebola. Os médicos isolam os enfermos, lidam com os sintomas e as complicações e fazem de tudo para manter o corpo preparado para debelar a infecção.

Cuidar de você, #IssoéCACSS